Malefícios do açúcar e do sal

Por À Roda da Alimentação

O caminho para uma alimentação mais equilibrada é também aquele que nos pode conduzir a um estilo de vida mais saudável. O percurso definido pelo Programa Nacional para a Promoção da (PNPAS) não tem de ser árido nem tortuoso, mas passa por ‘enfrentar’ o e o . E o Continente tem feito a sua parte.

O consumo excessivo de sal e de açúcar em Portugal é um problema grave de saúde pública. Estas duas substâncias entranharam-se há muito tempo nos hábitos alimentares dos portugueses tornando-os completamente inadequados.

A cultura do sal e do açúcar encontra-se um pouco por toda a parte: em alguns produtos que estão à venda, na forma como cozinhamos e na restauração em geral.

Se tudo indica que o consumo tende a aumentar, começa a ser urgente travá-lo. A ingestão excessiva de sal e de açúcar parte frequentemente de uma má decisão pessoal: gostamos de deixar os nossos cozinhados apuradinhos e não fazemos cerimónia nem com um nem com outro enquanto cozinhamos.

Esperamos com isso confecionar refeições mais saborosas, fechando os olhos aos malefícios de certas opções. Por outro lado, entre tanta publicidade, não prestamos atenção aos produtos que compramos e que já contêm em si uma quantidade excessiva de sal e de açúcar. Por essa razão, é fundamental aprendermos a ler os rótulos e a verificar sempre a quantidade de sódio (ou sal) e de açúcares.

Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável

Estamos demasiado longe dos parâmetros desejados. No entanto, há cerca de dois anos, no começo da pandemia, o Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS) estabeleceu como três dos seus seis objetivos reduzir em 10% a média da quantidade de sal e de açúcar nos principais fornecedores alimentares, diminuindo também a quantidade de ácidos gordos para menos de 2% no total de gorduras que se disponibiliza aos portugueses.

Aliás, é no contexto deste compromisso que este projeto – À Roda da Alimentação – se insere: promover junto de todos os portugueses o acesso a informação que lhes permita fazer escolhas alimentares mais equilibradas e saudáveis.

Quais são os malefícios do sal?

O sal e o açúcar adicionado, quando consumidos em excesso, encontram-se na origem de causas evitáveis de doenças crónicas não transmissíveis, como a obesidade, as doenças oncológicas, as doenças cérebro-cardiovasculares e a diabetes tipo 2.

Se pensarmos no consumo excessivo de sal em particular, associamo-lo de imediato ao desenvolvimento de um conjunto de doenças crónicas, sobretudo doenças cardiovasculares, como o enfarte do miocárdio e o AVC, que representam atualmente a principal causa de morte em Portugal.

De acordo com os dados do último Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física (IAN-AF 2015-2016), consumimos em média diariamente 7,3 g de sal, um valor superior àquele que é recomendado pela Organização Mundial da Saúde: 5 g no máximo.

Quais são os malefícios do açúcar?

Quanto ao consumo excessivo de açúcar a consequência evidente está ligada ao excesso de peso, à obesidade e aos grandes fatores de risco para as doenças crónicas, além da incidência de cáries dentárias.

E neste caso, também os dados do IAN-AF (2015-2016) não deixam margem para dúvidas: 24,4% da população portuguesa consome açúcar proveniente de alimentos integrados no grupo dos doces, refrigerantes, sumos de fruta naturais ou concentrados, bolos, bolachas, biscoitos, cereais de pequeno-almoço e cereais para crianças. Tendemos, uma vez mais, a ignorar as recomendações da OMS.

Segundo esta organização especializada em saúde, o consumo diário de açúcares simples não deve ser superior a 10% do total da energia consumida diariamente. Ora, considerando um valor base de referência de necessidades energéticas de 2000 kcal/dia, esse valor corresponde a 200 kcal/dia ou 50g hidratos de carbono/dia. 

No entanto, a OMS realça que existe maiores benefícios para a saúde se o consumo diário de açúcares simples for inferior a 5% do valor energético total diário (o que equivale a 25g/dia, ou seis colheres de chá).

Marca Continente Equilíbrio

A Linha Continente Equilíbrio

Remando contra estes dados e números em tempos tão difíceis, o Continente tem vindo cada vez mais a reformular os produtos da própria marca e a desenvolver um compromisso sério com a saúde. A preocupação crescente com os bons hábitos alimentares – e acabamos sempre a falar do sal, do açúcar e das gorduras – revela-se na linha de iogurtes, leite, queijos e congelados nas bebidas vegetais e nos frutos secos; nas sementes e nos snacks; nas bolachas, nas tostas e nas compotas; e ainda em vários produtos de mercearia, cereais e sumos de frutas.

Já não há desculpas para não sermos saudáveis. E ainda para mais, não temos de percorrer uma via-sacra de infelicidade em relação àquele que é, afinal, um dos grandes prazeres da nossa vida: comer, mas comer bem.

Bom apetite!

Autor

À Roda da Alimentação