Prazos de validade

Com À Roda da Alimentação

Todos sabemos que os alimentos têm um determinado. Mas há mais do que uma data e não são todas iguais. Compreender e distinguir as diferenças evita problemas de saúde e pode fazer uma grande diferença na poupança e no combate ao desperdício alimentar.

As embalagens de produtos alimentares têm quase sempre obrigatoriamente um prazo de validade que depende de fatores como a natureza dos alimentos, a forma como são tratados e o modo de conservação. Mas apesar de os prazos não serem todos iguais, muitos consumidores lêem-nos da mesma forma e pouco mais de metade é capaz de interpretá-los corretamente. Compreender e distinguir a menção aos prazos evita problemas de saúde e pode fazer uma grande diferença na poupança e no combate ao desperdício alimentar.

Prazo de validade dos alimentos

Nos alimentos comprados frescos – como as frutas e os hortículas – a granel ou não embalados, o prazo de validade não está obviamente escrito. A avaliação da possibilidade de consumir o produto fica a cargo de cada um e é uma questão de bom senso que passa por observar o aspeto, a cor ou o cheiro do alimento. Há também uma série de produtos embalados, que, apesar disso, não precisam obrigatoriamente de ter um prazo marcado, porque o seu período de conservação é muito longo – é o caso do sal, do açúcar, do vinho ou do vinagre, por exemplo. Nos alimentos que devem ser consumidos 24 horas após o fabrico – como os produtos de pastelaria e de padaria – o prazo de validade também não é obrigatório.

Pode haver prazos de validade secundária, como é o caso daqueles que em vez de estarem diretamente impressos na embalagem estão colados com uma etiqueta. Também é importante ter em conta que os prazos são válidos enquanto a embalagem está fechada: depois de aberta, há geralmente um período em que devem ser consumidos, uma espécie de novo prazo a tomar em consideração.

Alguns alimentos próximos do fim do prazo de validade têm um desconto considerável no seu preço, o que pode ser uma boa forma de poupar dinheiro nas compras. No entanto, é importante certificar-se de que vai consumi-los dentro do período indicado. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, que lidera muitos esforços para a erradicação da fome e combater a pobreza, cerca de 10% do desperdício alimentar está relacionado com a marcação dos prazos de validade. Saber interpretá-los pode ser meio caminho andado para consumir corretamente e lutar contra o desperdício que tende a aumentar apesar do número cada vez mais elevado de pessoas carenciadas. 

‘Até’ e ‘Antes de’: descubra as diferenças!

Prazo de validade dos alimentos

Os diferentes tipos de prazo de validade

De acordo com a lei, os alimentos têm de ter uma durabilidade mínima ou uma data-limite de consumo que deve ser determinada pelo produtor ou pelo distribuidor. Há três tipos de prazos de validade a considerar:

Consumir até…

Os alimentos com a menção «consumir até» não podem ser ingeridos depois da data, que inclui o dia, o mês e o ano, uma vez que esta é uma data-limite de consumo. Se o alimento for ingerido posteriormente, considera-se que a sua ingestão não é segura, podendo causar problemas de saúde transmitidos pela contaminação com microrganismos patogénicos que irão produzir toxinas no trato gastrointestinal. A referência «consumir até» surge nos alimentos altamente perecíveis – como carne, peixe, leite e derivados, nomeadamente manteiga, queijo e iogurtes.

Consumir de preferência antes de…

A menção «consumir de preferência antes de…» é também identificada com o dia, o mês e o ano, ou seja, com a data até â qual os alimentos conservam todas as suas propriedades específicas, nomeadamente a consistência. Os produtos alimentares menos perecíveis – algumas conservas, batatas fritas, cereais, barras de cereais, arroz, massas, chá, café, entre outros, encontram-se nesta categoria.

Consumir de preferência antes do fim de…

Esta indicação menciona o período em que o alimento consegue manter a durabilidade mínima. Os alimentos cujo prazo contém esta referência têm apenas a indicação do mês e do ano. É o caso dos congelados, do azeite, do grão e do feijão enlatado.

Resumindo: posso consumir um alimento que passou do prazo?

Os alimentos altamente perecíveis, com a menção «consumir até», não podem ser ingeridos depois da data, uma vez que esta é uma data-limite de consumo. Desrespeitar esta indicação pode ter grandes riscos para a saúde.

Os alimentos menos perecíveis nos quais se lê «consumir de preferência antes de…» ou «consumir de preferência antes de…» têm um prazo máximo de garantia de qualidade. Se este prazo for ultrapassado respeitando as condições de conservação, não é necessário deitar fora os alimentos. Para garantir a segurança no consumo pode fazer o teste «observar, cheirar e provar».

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Autor

À Roda da Alimentação