No grupo dos queijos, o fresco está entre os mais nutritivos e com menor índice calórico. Falámos com um produtor para saber mais sobre este produto 100% natural, versátil e apetitoso.

No âmbito do mês que dedicamos a este delicioso alimento, continuamos focados em saber mais sobre os vários tipos de queijo. A esse propósito, fizemos algumas perguntas a David Reis, diretor comercial da Montiqueijo, empresa de produtos lácteos, fundada em 1963, que se orgulha de ser a única em Portugal que produz os seus queijos desde a origem.

O Continente orgulha-se de comprar mais de 15.000 toneladas de queijos portugueses por ano e de, numa altura tão desafiante para a economia, ter acrescentado novos queijos nacionais aos que vendia habitualmente para ajudar os produtores a evitar o desperdício de leite, aumentando assim a variedade de oferta. Agora cabe-lhe a si, na medida das suas possibilidades, optar pelos produtos nacionais e apostar no que é bom para Portugal!   

1. Qual é a tradição no consumo de queijo fresco em Portugal?

A história do consumo do queijo fresco está muito ligada à região saloia. Tudo começou nos anos de 1960, quando as lavadeiras saloias iam a Lisboa devolver a roupa lavada às casas ‘senhoriais’. Aproveitando a viagem dura e desgastante numa carroça, levavam produtos que cultivavam e criavam em casa (hortaliças, ovos, frangos, limões, etc.). Entre estes, ia o queijo fresco, que produziam com o leite de uma ou duas vacas que tivessem. Mais tarde, em 1985, quando abriu a primeira loja Continente, em Matosinhos, foi lançado aos pequenos produtores o grande desafio de ir ao Porto levar um produto que não tivesse hábito de consumo por lá – nessa região prevalecia o queijo flamengo. No entanto, e apesar das acentuadas diferenças nos hábitos, gradualmente, os portugueses foram alterando os costumes, quer por começarem a ter acesso a outro tipo de produtos, quer pelo aumento da migração interna. Hoje em dia, considerando a  frequência com que as pessoas se deslocam dentro do país e a facilidade com que se distribuem os produtos, o queijo fresco passou a estar acessível a todos e a ser apreciado pelo país inteiro.

2. Quais são os principais benefícios do consumo de queijo fresco?

É o principal fator para conseguirmos garantir um produto final de excelência. É nesse sentido que a Montiqueijo trabalha diariamente, para conseguir garantir a produção própria do leite que utiliza na produção dos seus queijos. Com uma herdade com cerca de mil vacas, a Montiqueijo é a única  empresa no sector com fileira completa, conseguindo assim controlar a qualidade dos seus produtos desde a origem. A nossa preocupação com a alimentação e o bem-estar animal faz com que consigamos garantir a qualidade da matéria-prima, ao longo de todo o ano, sendo assim possível apresentar no mercado, de forma contínua, um produto fresco, natural, tradicional e de grande qualidade nutricional.

3. Qual é a importância de uma boa matéria-prima no resultado final?

É o principal fator para conseguirmos garantir um produto final de excelência. É nesse sentido que a Montiqueijo trabalha diariamente, para conseguir garantir a produção própria do leite que utiliza na produção dos seus queijos. Com uma herdade com cerca de mil vacas, a Montiqueijo é a única  empresa no sector com fileira completa, conseguindo assim controlar a qualidade dos seus produtos desde a origem. A nossa preocupação com a alimentação e o bem-estar animal faz com que consigamos garantir a qualidade da matéria-prima, ao longo de todo o ano, sendo assim possível apresentar no mercado, de forma contínua, um produto fresco, natural, tradicional e de grande qualidade nutricional.

4. De que forma é que o sector do queijo se tem vindo a adaptar à crescente exigência de diversidade ou limitações alimentares dos consumidores ?

O queijo fresco é um produto naturalmente tradicional, no entanto, a Montiqueijo, mantendo sempre o processo de fabrico, procura inovar apresentado novas variedades de aromas, receitas, formatos e gramagens para dar resposta às exigências e preferências dos consumidores. Por exemplo, para quem possa ter alguma intolerância à lactose, a Montiqueijo produz igualmente queijo fresco sem lactose. É uma opção saudável, que poderá ser incluída nas refeições principais, em saladas, massas ou molhos, e é uma excelente opção para snacks ou um ótimo aliado em sobremesas.

5. O que pode ser feito para apoiar esta indústria a recuperar da crise que tem afetado recentemente o consumo no país?

Este tem sido um período complicado para várias áreas de negócio e, por isso, é fundamental que os portugueses ganhem consciência da importância de consumir produtos portugueses, frescos e, sobretudo, de qualidade. Só assim poderá haver uma recuperação da situação em que nos encontramos.

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Comentários2

  1. Anónimo 08/07/20 18:51 | 13.06.2020 7:11 AM

    Gosto muito de queijo fresco mas muitas vezes não há no mercado da minha zona alguns que a minha nutricionista manda comer

    Responder
  2. Catarina Cruz 08/07/20 18:51 | 14.06.2020 11:21 AM

    Bom dia Continente,

    Leio numa publicação vossa “A história do queijo fresco está ligada a que região?”, fiquei muito curiosa, pois conheço o queijo fresco desde sempre mas não conhecia a história da sua origem. As minhas avós, bisavós faziam queijo fresco de forma artesanal (muito antes de 1960), foi um alimento sempre presente na minha família e em muitas famílias da região de onde sou (Ferreira do Zêzere). Ora as minhas bisavós nasceram entre 1909 e 1915 e no vosso texto vocês situam-nos na região saloia, referindo que “tudo começou nos anos de 1960…”.
    Alguma coisa está errada nesta campanha de marketing do queijo fresco… acho que confundiram a história da Montiqueijo, com a história do queijo fresco. Portugal não é só o litoral e muito menos é só Lisboa. Se a intenção é falar de história, investiguem antes.

    Responder

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