Cuidados (ainda mais) especiais na alimentação dos idosos

Com Chef Nuno Queirós Ribeiro

Os nossos seniores estão entre os grupos mais vulneráveis ao novo coronavírus. Para se protegerem, o isolamento é importante. Mas é, também, essencial que se continuem a alimentar corretamente. Saiba como.

Como acontece com outras maleitas, os idosos apresentam maior risco de desenvolver doença grave por COVID-19. Como todos sabemos, para se minimizarem os riscos de contágio, por mais que lhes custe, é necessário que cumpram um rigoroso isolamento profilático (quarentena).

Por outro lado, as medidas necessárias ao distanciamento social podem agravar o seu estado nutricional, muitas vezes já debilitado, face às dificuldades de alimentação inerentes ao envelhecimento (má absorção dos nutrientes, problemas de mastigação, de deglutição, etc.).

Se está a acompanhar ou a dar apoio a seniores, esteja atento aos sinais de risco de desequilíbrio nutricional:

  • perda de peso;
  • diminuição da ingestão alimentar;
  • perda de apetite ou desinteresse pela alimentação;
  • dificuldades para fazer compras e/ou cozinhar.

Como uma pescadinha de rabo na boca, a má nutrição aumenta o risco de os idosos desenvolverem novas doenças ou de agravar aquelas de que já padeçam (diabetes, hipertensão, colesterol elevado, etc.).

É importante garantir que a população idosa está confinada numa área protegida, mas também o é assegurar que tem acesso a uma alimentação completa, variada e equilibrada. A este propósito, o nosso post 4 Dicas para Melhorar a Dieta Sénior poderá ser útil.

Em caso de dúvida, devem seguir-se as orientações da Direção-Geral da Saúde para a dieta na terceira idade:

  • Ingerir duas porções diárias de leite ou derivados (uma porção equivale a 1 copo ou a 240 ml), entre as refeições principais.
  • Comer duas a três porções diárias de fruta (uma porção equivale a uma peça de fruta, tamanho médio, 160g).
  • Incluir leguminosas (feijão, grão, ervilhas, lentilhas…) na refeição, pelo menos três vezes por semana.
  • Começar o almoço e o jantar com uma sopa de hortícolas. Além de ser fonte de vitaminas e minerais, contribui bastante para hidratar o organismo.
  • Consumir carne, pescado e ovos nas refeições principais, privilegiando o peixe gordo duas vezes por semana.
  • Consumir, se possível, frutos oleaginosos (amêndoas, nozes, etc.), uma a três vezes por semana.
  • Respeitar os horários das refeições principais e promover refeições frequentes de menor volume, ao longo dia (cerca de cinco a seis refeições).
  • Hidratar o organismo, bebendo entre 1,5 a 2 litros de água, no mínimo, o que equivale a cerca de oito copos de água.

Nota: Este texto baseia-se no documento Novo Coronavírus Covid-19, lançado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

O que é uma porção de lacticínios ou derivados? 

  • 1 Chávena almoçadeira de leite (250 ml)
  • 1 Iogurte líquido ou 1 e 1/2 iogurte sólido (200g)
  • 2 Fatias finas de queijo (40g)
  • ¼ Queijo fresco – tamanho médio (50g)
  • ½ Requeijão – tamanho médio (100g)

 

 

Autor

À Roda da Alimentação