Sabemos mais, mas ainda escolhemos mal

Com Catarina Furtado

A informação está por todo o lado e já se mudaram alguns hábitos. Ainda assim, continuamos a comer muito pouco do que nos faz bem.

Em jornais, revistas, programas de TV, redes sociais, etc. nunca se falou tanto de alimentação saudável. A oferta de alternativas alimentares mais equilibradas cresceu exponencialmente na última década.

E é um facto que os portugueses têm respondido alterando, pouco a pouco, os seus hábitos a favor de uma vida mais regrada. Contudo, ainda estamos longe de atingir os padrões recomendados pela Dieta Mediterrânica. E isso tem consequências.

Os maus aumentam, significativamente, o risco de incidência de doenças cardiovasculares, e alguns tipos de cancro, e são o fator de risco com maior importância na perda de anos de vida saudável dos portugueses.

Para ter uma boa alimentação são essenciais, pelo menos, 5 porções de frutas e por dia.

Fonte: Associação Portuguesa de Nutrição

Segundo o último Inquérito Alimentar Nacional , o consumo diário de , , e está muito aquém do desejado. “Mais de metade da população portuguesa não cumpre a recomendação diária para a ingestão de fruta e de hortícolas, (…) nas leguminosas há uma percentagem muito baixa dos portugueses que cumpre com a recomendação e o consumo de água está a ser cada vez mais substituído pelo consumo de outras bebidas que têm ”, disse, recentemente, à agência Lusa, Maria João Gregório, diretora do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS).

Efetivamente, grande parte da população consome níveis de açúcar muito acima dos recomendados. O mesmo acontece com as saturadas e com o sal.

Neste último caso, a média nacional está acima dos 7 gramas quando a dose diária recomendada deve ser inferior a 5 gramas (uma colher de chá rasa de sal fino).

Ao final do dia, os truques para uma vida mais saudável são sempre os mesmos: diversidade e, sobretudo, equilíbrio.

Autor

À Roda da Alimentação